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A última eleição do regime monárquico no Rio Grande do Norte

| Publicado em: 30/08/2017

A data de 31 de agosto de 1889 marca uma acirrada disputa por cargos legislativos em território potiguar. Se durante o Império o governo não conseguia paz no convívio com o parlamento estadual, a unanimidade “no preamar liberal”, segundo narra Câmara Cascudo, ficou muito mais distante na contenda entre conservadores e liberais.

Veio então o último pleito do regime monárquico entre os adversários de Pedro Velho e de José Bernardo, que rompeu com Amaro Bezerra na “eleição furiosa” de 31 de agosto, ano da proclamação da república. Em jogo a vaga de deputado geral. O candidato de Amaro foi derrotado.

A Mesa da Assembleia dissolvida na proclamação da República era composta por quatro parlamentares: José Moreira Brandão Castelo Branco, Ovídio de Melo Montenegro Pessoa, Manuel de Carvalho e Souza e João Carlos da Silva Guimarães. Reuniu-se de 16 de julho a 16 de setembro. Proclamada a República 75 dias depois, Pedro Velho era aclamado “Presidente” (governador).

MEMÓRIA

Pedro Velho foi médico e fundador do jornal "A República", em 1º de julho de 1889, de cuja redação saíram vários governadores norte-rio-grandenses. Em 2004, o jornalista Carlos Morais, um dos redatores do suplemento ”Nós do RN”, escreveu longo e bom texto sobre o velho jornal da Ribeira – “Uma máquina de imprimir governadores”.

Texto: Aluísio Lacerda

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