17/03/2026
A deputada estadual Eudiane Macedo (PV) comentou, no horário destinado a lideranças partidárias, na sessão ordinária desta terça-feira (17), na Assembleia Legislativa, sobre a decisão da justiça que garantiu progressão de pena em regime semiaberto a um policial militar condenado por assassinato. A deputada se referia ao Caso Zaira, como ficou conhecido o ocorrido em um carnaval de Caicó, envolvendo a jovem Zaira Cruz e o policial Pedro Inácio, residentes em Currais Novos.
Para a deputada, mais um caso de feminicídio. “Ela foi brutalmente assassinada, vítima de estupro e homicídio qualificado”, disse a deputada, se solidarizando com a mãe da vítima e indignada com a liberdade do ‘condenado’.
“Fomos pegos de surpresa com essa decisão, principalmente a mãe”, disse Eudiane, ressaltando que isso acontece exatamente no mês das Mulheres. A deputada criticou a decisão tomada com base em bom comportamento do preso. “Desde quando se comportar bem na prisão apaga um crime?”, questionou, repetindo a frase repetida desde o momento do anúncio, pela mãe de Zaira: “Ele está solto e eu é que estou condenada”.
A deputada Eudiane Macedo lembrou que o ano de 2025 atingiu recordes de feminicídio no Brasil, chamou atenção da justiça para analisar casos assim, e como pessoa pública, pediu desculpas à mãe da jovem assassinada.
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