Carteira parlamentar, diploma, condecorações, botons, carimbos, almofadas, pesos de papel, propagandas políticas, fotografias, arquivos em áudio e vídeo. Esses e diversos outros objetos se revestem da maior importância e estão sendo buscados para a preservação da história do parlamento norte-riograndense. Eles estão sendo recolhidos pela equipe do Memorial do Legislativo Potiguar (MLP), que aos poucos vem montando um verdadeiro museu da história dos 177 anos da Assembleia Legislativa.
Cada item conta um pouco dessa história, como uma antiga máquina de escrever Remington, da década de 70, livros, atas, fotografias e um exemplar da constituição original de 1891. O acervo vem sendo enriquecido com doações tanto dos ex-parlamentares, dos seus familiares e da própria comunidade, revelando também aspectos da vida pessoal dos ex-deputados.
A coordenadora do Memorial, Bernadete Oliveira e seus auxiliares, estão numa verdadeira campanha para garimpar cada vez mais objetos. O Memorial vem ganhando cada vez mais visibilidade e se transferiu para um dos anexos da ALRN, numa casa à Rua São Tomé, na Cidade Alta e deverá ganhar sede própria, se instalando para um dos casarões do bairro nas proximidades da sede do parlamento.
“Com o envolvimento de todos os que fizeram e fazem o Poder Legislativo Potiguar, nosso Museu funcionará como um ambiente de acolhimento, vivência, conhecimento da História e Memória do povo do Rio Grande do Norte, proporcionando a valorização do seu patrimônio pistórico e cultural, que representa uma identidade e exaltando o valor de uma cultura retratada num tempo histórico”, disse a coordenadora.
História
Segundo levantamento feito pelo Memorial, o parlamento tem mais de 800 ex-deputados, 78 deles vivos. A maioria vive no Estado. Um dos projetos para o resgate e preservação de boa parte desse memória é uma parceria com a TV Assembleia para resgate da história oral, com entrevistas e programas especiais.
A campanha para doação de objetos e enriquecimento do acervo está sendo amplamente divulgada junto aos familiares e aos próprios servidores, além da comunidade em geral. “Temos um trabalho de recolher, classificar, conservar e expor objetos, mas também pretendemos estimular pesquisas e abrir as portas do memorial para que a comunidade se aproxime, conheça mais essa história e tenha uma visão de conjunto de seu meio político e cultural”, afirma a coordenadora.