Reunir os vizinhos, amigos ou prestigiar os shows com toda a família. Esse tem sido o perfil do público que regularmente comparece ao projeto cultural que a Assembleia Legislativa do RN realiza desde o ano de 2003, sempre na última quarta-feira de cada mês.
Da estreia até hoje, já são mais de 500 apresentações, somando-se os shows musicais, sejam eles individuais ou das bandas; grupos de teatro e de dança. O projeto chegou a sua 83ª edição esta semana (24), em ritmo de rock, quando subiu ao palco a banda natalense Uskaravelho, que está na estrada há doze anos e trouxe surpresas no repertório: além do tradicional repertório nacional, como Legião Urbana, Kid Abelha, entre outros, mesclou sucessos de Alceu Valença e do rei
Roberto Carlos, com uma pegada de rock.
A estudante Carla Emília, 22, é uma freqüentadora assídua. E novamente trouxe alguns colegas da escola: “Gosto daqui porque os shows são variados. Já vim assistir o samba do Quarteto Linha e a música instrumental de Ivanildo Sax de Ouro, que meus pais também adoram”, disse.
Se depender do Cerimonial da Casa, setor responsável pela logística e organização, o projeto vai continuar agradando e surpreendendo seu público. Para o mês de junho está prevista uma grande homenagem in memorian a Elino Julião, um dos maiores representantes da música nordestina, em plena época junina. Outro tributo previsto será ao artista Carlos Alexandre, no segundo semestre.
O coordenador, Pádua Martins, avalia a longevidade do AL Cultural e as perspectivas para as próximas edições: “Em 2013 teremos muita coisa boa ainda pela frente. O presidente Ricardo Motta tem dado total apoio a este projeto que é simples e cada vez mais se consagra entre o público e os artistas”.
Feedback
Segundo Pádua, tem sido cada vez mais comuns os testemunhos de artistas que veem sua agenda de shows ficar mais movimentada logo após ter se apresentado no projeto. “Muitos vem agradecer o apoio da Assembleia e nos procuram para dar esse retorno, que passaram a ser mais conhecidos e reconhecidos até no interior”, disse.
Com relação ao público, Pádua diz que as pessoas gostam tanto da diversidade de ritmos, quanto da estrutura do local: “É comum as pessoas virem em família ou os jovens com amigos da escola, porque os show começam cedo e o espaço físico é bastante acolhedor”, disse.