01/04/2025
Citando os 61 anos da ditadura militar, completados ontem (31), a deputada Isolda Dantas fez um discurso defendendo a estabilidade da democracia. A parlamentar se pronunciou durante a sessão ordinária desta terça-feira (1), no plenário da Assembleia Legislativa.
"É impressionante que hoje ou num período recente temos escutado muita gente pedir de volta a ditadura. Fico pensando o que é mesmo que essas pessoas querem num regime onde não podemos expressar nossa opinião. É contraditório que algumas pessoas queiram a volta de um regime que foi responsável por centenas de mortes", afirmou Isolda.
A parlamentar foi enfática: "A ditadura mata. No dia 31 de março de 1964 ninguém morreu, mas morreram depois e comparo com o 8 de janeiro, onde ninguém morreu e se estamos aqui celebrando que o ex-presidente Bolsonaro virou réu é exatamente para ninguém morrer, porque o saldo da ditadura é a morte e espero que sejam punidas todas as pessoas que defendem o crime militar contra a pátria. Isso é defender a morte", disse.
Isolda afirmou que as mesmas pessoas que clamam por liberdade de imprensa e de expressão defendem o golpe militar e a volta do regime. "Fico pensando como é limitada a inteligência dessas pessoas, pois liberdade de imprensa e de expressão não combinam com a ditadura", afirmou.
Isolda disse que no 8 de janeiro não conseguiram implementar o regime que representa a morte. "É bom lembrar em alto e bom som que muitos pagaram com suas próprias vidas na ditadura, mas estamos em tempo de conter quem planejou um golpe e é importante que a gente diga não à ditadura, pois a democracia é o único regime que permite a gente escolher os nossos representantes e dizer o que a gente pensa".
Ao final, a parlamentar destacou o fim da greve dos professores, ontem, e o anúncio, por parte do governo, do pagamento do piso e de outras conquistas para a Educação, como a lei de alteração do porte das escolas, que irá distinguir a gratificação dos diretores de acordo com o porte das escolas.
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