Selo Unale
José Dias cobra emendas parlamentares e prioridade para a saúde

28/08/2025

Durante a sessão plenária desta quinta-feira (28), na Assembleia Legislativa (ALRN), o deputado José Dias (PL) voltou a criticar o que considera tratamento desigual na liberação de emendas parlamentares pelo Governo do Estado. O parlamentar afirmou que não é contra o pagamento de recursos de autoria de outros deputados, mas cobrou isonomia na execução.

“Não estou pedindo que os meus colegas recebam menos, ao contrário: quanto mais recursos liberados, melhor para o povo. Mas o que não pode é negar as minhas emendas, que também destinam recursos fundamentais, especialmente para a saúde”, destacou.

O deputado citou como exemplo a situação do município de Ceará-Mirim, que segundo ele deixou de receber cerca de R$ 1,7 milhão em recursos para a saúde no ano passado. Neste ano, afirmou ter solicitado R$ 800 mil para o hospital que atende não apenas a cidade, mas toda a região, porém apenas R$ 150 mil foram liberados. “O povo de Ceará-Mirim precisa de saúde e respeito, mas continua sendo tratado de forma injusta”, lamentou.

José Dias também criticou o que classificou como “colapso progressivo” da saúde pública estadual, lembrando que até o Poder Judiciário tem registrado a gravidade da situação. Para ele, enquanto recursos para áreas como eventos festivos são liberados rapidamente, a saúde continua enfrentando falta de investimentos e sobrecarga nos hospitais. 

“É doloroso ver que para festas e carnavais sempre há recursos, mas para a saúde a justificativa é de que não existe dinheiro. Isso é gravíssimo e representa um desrespeito ao povo potiguar”, disse.

Em sua fala, o deputado ainda relacionou a situação do estado a uma “mentalidade de maioria ocasional”, que segundo ele sacrifica a população em nome de interesses políticos. Ao comentar notícias nacionais sobre a exploração de petróleo na Margem Equatorial, criticou entraves burocráticos que, em sua avaliação, atrasam o desenvolvimento do país.

“A Petrobras já gastou mais de R$ 1 bilhão em estudos para a exploração e seguimos perdendo oportunidades. É uma mentalidade que destrói o povo do Brasil”, concluiu.

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