01/06/2026
A Assembleia Legislativa do RN promoveu sessão solene, na tarde desta segunda-feira (1), para celebrar os 90 anos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Proposta pela deputada Divaneide Basílio (PT), com o apoio de Hermano Morais (MDB) e do deputado federal Fernando Mineiro (PT), a solenidade contou com a presença de autoridades do Governo do Estado do RN, da Prefeitura do Natal, da Fecomércio e da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional RN, além do coordenador-geral do Centro de Documentação e Disseminação de Informações (CDDI) do IBGE, e, ainda, a superintendente estadual do IBGE-RN, Fabiana de Oliveira, representante dos homenageados.
No início da sessão, foi exibido um vídeo institucional em homenagem ao aniversário do IBGE.
Em seguida, a deputada Divaneide Basílio proferiu seu discurso em celebração aos 90 anos da instituição.
“A gente se sente muito honrada com um momento tão importante como esse. E é como eu estava falando agora há pouco. Quem nunca citou o IBGE para qualquer coisa? Em todos os momentos da nossa vida, ou a gente ouviu ou a gente falou ‘segundo dados do IBGE…’. Isso acontece porque ele é como aquela bússola que nos orienta, estimula e nos dá força para pensar ações estruturantes, pois tem uma credibilidade que alicerça qualquer desenho de política pública para o nosso estado. Então, toda a sociedade deve aplaudir de pé essa instituição tão grandiosa nos seus 90 anos”, iniciou a deputada.
Para Divaneide Basílio, celebrar os 90 anos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística é também reconhecer que “não existe Brasil sem informação de qualidade e não existe informação pública confiável sem o trabalho sério, técnico e comprometido do nosso IBGE”.
“Os Censos Demográficos, as pesquisas econômicas e sociais, os levantamentos territoriais, os estudos ambientais e os mapeamentos produzidos constituem patrimônio estratégico da nossa nação. São dados que orientam investimentos, sustentam decisões governamentais, fortalecem a democracia e ajudam a compreender a realidade de cada município, comunidade e cidadão brasileiro”, acrescentou a parlamentar.
Finalizando suas palavras, a deputada ressaltou que “através desta solene, registramos nossa admiração, nosso respeito e nossa gratidão ao IBGE pelos relevantes serviços prestados ao RN e ao Brasil, ao longo desses 90 anos”, e concluiu, parabenizando a instituição e todos os serviços que a constroem diariamente.
Na sequência, foi realizada a entrega das placas aos homenageados.
Após as homenagens, o deputado Fernando Mineiro também teceu algumas palavras, em nome da Câmara dos Deputados.
“Passou um filme aqui na minha cabeça, porque eu sempre utilizei os dados do IBGE na minha vida pública. Tem muitos servidores aqui que eu conheço há muito tempo. Esse órgão tem um papel muito importante no Brasil. Não existe nenhuma informação séria no nosso País sem que o IBGE seja citado, em todos os aspectos, sejam eles econômicos, sociais, educacionais etc. Seria impensável o Brasil alcançar o nível de desenvolvimento que tem hoje na sua Economia - e em todas as áreas de políticas públicas - sem uma instituição como o IBGE”, destacou Mineiro.
Segundo o parlamentar federal, o IBGE disponibiliza conhecimentos profundos sobre o nosso País.
“E por trás dos números existem muitas vidas. Toda decisão política, tomada em qualquer área, leva em conta os dados do IBGE. Portanto, este momento aqui é muito importante, pelo reconhecimento a esta instituição tão relevante para o nosso País. Então, é isso… Parabéns a todos! Viva o IBGE!”, finalizou.
Dando continuidade à sessão, o coordenador-geral do CDDI do IBGE, José Daniel da Silva, destacou que o instituto nasceu, em 1936, como o primeiro órgão de estatística e geociência do mundo.
“E de lá para cá só tivemos dois institutos semelhantes, um no México e outro, mais recentemente, na Libéria. Mas agora, na Era Digital, a questão da informação é muito mais basilar do que na Era Industrial. Então, os países que não optaram por um instituto como este, hoje com certeza se arrependem, porque, na Era Digital, é essencial você possuir os dados geolocalizados e, ao mesmo tempo, estatísticos, que são diferentes de um registro administrativo”, afirmou.
De acordo com o coordenador, o objetivo futuro do instituto é elaborar o “Programa Nacional de Governança e Inteligência, Estatística e Geocientífica para Políticas Preditivas”.
“Basicamente, é como se a gente pudesse dar um joystick para que o gestor público ou privado possa olhar o futuro. A política preditiva vai analisar, por exemplo, um espaço público em desuso que possa ser transformado numa casa para pessoas 60+. Então a política preditiva será uma grande evolução dos dados”, frisou, concluindo sua fala.
Por fim, a superintendente do IBGE no Rio Grande do Norte, Fabiana Oliveira, falou em nome dos homenageados.
“Celebrar os 90 anos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística é celebrar uma instituição que se confunde com a própria história do Estado brasileiro. O IBGE não nasceu por acaso nem apenas como um órgão técnico. Ele nasceu, em 1936, no coração do Poder Executivo, com a missão estratégica de permitir que o Brasil se conhecesse, para poder se organizar, planejar e se desenvolver - embora as atividades estatísticas já fossem reconhecidas desde antes da República, com a Diretoria Geral de Estatística em 1871”, iniciou.
Segundo a superintendente, um dos princípios do IBGE é que “não basta saber quantos e como são os fenômenos — é preciso compreender onde eles ocorrem e por que se distribuem dessa forma, especialmente em um País de dimensões continentais como o Brasil”.
“E essa capacidade de integrar informação e território é o que permite ao Estado brasileiro enxergar, planejar e agir com mais inteligência. Um Instituto que articula estatística, geografia, cartografia e demografia para transformar território em conhecimento, população em consciência nacional e dados em base para decisões públicas”, ressaltou.
A respeito dos Censos Demográficos, Fabiana Oliveira explicou que eles representam um dos mais importantes exercícios da cidadania e da democracia da informação.
“Se no passado os censos serviram para fins de guerra ou tributação, no Brasil contemporâneo eles se consolidaram como instrumentos para garantir direitos, orientar políticas públicas e reduzir desigualdades. E essas são características de estados modernos que se utilizam das informações geográficas e estatísticas para tomar as melhores decisões pela coletividade. Não é por acaso que nossa missão é ‘Retratar o Brasil com informações geográficas e estatísticas para o conhecimento da realidade e o exercício da cidadania’”, acrescentou.
Ainda de acordo com a superintendente no RN, “ao lado dos demográficos, os Censos Agropecuários revelam outro Brasil fundamental: o Brasil do campo, da produção, do uso da terra e do trabalho rural”.
“Desde o primeiro levantamento agropecuário, em 1920, e com maior consolidação a partir da criação do IBGE, o País passou a conhecer com precisão sua estrutura fundiária, seus estabelecimentos agropecuários, suas tecnologias, sua força de trabalho e suas desigualdades no meio rural. Os Censos Agropecuários são, portanto, essenciais para o planejamento econômico, para a formulação de políticas agrícolas, para a segurança alimentar e para o desenvolvimento regional”, enfatizou.
Sobre o futuro, Fabiana Oliveira citou o Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola, que será realizado em 2027 e, segundo ela, “será o mais tecnológico da história do IBGE, incorporando ferramentas de sensoriamento remoto, aprendizado de máquina e centros de monitoramento em tempo real”.
“Além desse, em 2028 enfrentaremos outro grande desafio: a realização do primeiro Censo Nacional da População em Situação de Rua. Um dos censos mais desafiadores e, ao mesmo tempo, mais participativos da nossa história, que exigirá articulação com parceiros de todas as esferas de governo e níveis federativos, além da sociedade civil. São iniciativas que reafirmam o compromisso do IBGE com a inclusão, com a visibilidade social e com a produção de informações que permitam garantir direitos”, complementou a superintendente.
Já acerca da instituição no Rio Grande do Norte, ela lembrou que a trajetória foi construída por muitas mãos e por muitas gerações.
“Servidores que atuaram nas agências, nas pesquisas, nos censos, na administração, no apoio operacional, na divulgação e na gestão. Pessoas que fizeram do IBGE uma instituição presente, respeitada e reconhecida no estado. Os homenageados desta sessão solene representam essa diversidade de trajetórias e de áreas. Representam o IBGE que planeja, o IBGE que coleta, o IBGE que organiza, o IBGE que apoia e o IBGE que entrega informação pública de qualidade”, detalhou.
Concluindo seu discurso, a superintendente estadual destacou que “ao homenagear o IBGE e seus servidores e servidoras, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte reconhece que não há democracia forte nem gestão pública responsável sem informação de qualidade”.
“Por esse motivo, eu agradeço à Excelentíssima Deputada Estadual Divaneide Basílio, propositora desta sessão solene, e a todos que contribuíram para a realização deste momento. Aos demais presentes e em nome do IBGE, das servidoras e dos servidores do Rio Grande do Norte, meu sincero ‘muito obrigada’”, finalizou.
Homenageados:
ELDER DE OLIVEIRA COSTA
FABIANA FÁBREGA DE OLIVEIRA
FRANCISCO URBANO SILVA
JOSÉ ALDEMIR FREIRE
NÉLIA BORGES PIMENTEL
QUINTILA GARCIA SANTOS
REJANE MEDEIROS DANTAS DE LIMA
SEBASTIÃO ANDRADE FERNANDES
TELMA MARIA GALVÃO DE AZEVEDO
TEMÍSTOCLES BARROS DA ROCHA
Álbum de fotos